Metrô de Santiago do Chile: dicas para sua viagem

Metrô de Santiago do Chile: dicas para sua viagem

10 informações sobre o metrô de Santiago do Chile que poderão ajudar em sua viagem

Estação La Moneda

CHILE HOY Estación de Metro La Moneda, Santiago de Chile [2005] Guillermo Muñoz Vera

1) O Metrô de Santiago é um dos sistemas de locomoção mais modernos de América Latina, sendo o sétimo do mundo com melhores condições de regularidade na frequência e o segundo maior da América Latina, depois da Cidade do México;

 

2) A Linha 1 do Metrô de Santiago foi a primeira a ser inaugurada, no ano de 1975. Como é relativamente novo, a maioria das instalações estão em perfeitas condições;

 

3) O famoso guia de viagens “Lonely Planet”, destacou a Estação de Metrô Universidad de Chile como uma das dez estações do mundo que valem a pena visitar. O motivo? O enorme mural de Mario Toral, chamado de “Memória visual de uma nação ”;

Estação Universidad de Chile

Memoria visual de una nación. Mario Toral

4) Para usar o Metrô de Santiago: em primeiro lugar, se deve adquirir previamente o cartão inteligente Bip (CLP 2.000), que é usado tanto para o metrô quanto para os ônibus. Este cartão é pré-carregado nos guichês do metrô, e depois validado nas catracas;

Parece que é a hora de trocar a minha Tarjeta Bip! 😂

5) Não tente burlar o pagamento da passagem do Metrô de Santiago. Existem guardas de segurança em cada acesso e uma multa pesada é aplicada se eles pegarem você no ato. No Chile, quase ninguém faz isso;

6) Não é permitido vendedores ambulantes e nem artistas de rua nos vagões do Metrô de Santiago;

7) O metrô não possui uma tarifa fixa. Existem três tipos de horários: Punta, Valle e Bajo, com três preços diferentes. Essa tabela contém todas as informações necessárias para compreendê-las: http://www.metrosantiago.cl/guia-viajero/tarifas

15 de Fevereiro de 2022.

8) As estações mais importantes do Metrô de Santiago são a Baquedano, situada na Praça Baquedano, no coração da cidade, onde se conectam as linhas 1 e 5, ambas com maior fluxo dentro do sistema de transporte; a Estação Tobalaba, que reúne as linhas 1 e 4; e a Estação Central, onde não é possível fazer combinação com outras linhas , mas sim acessar os serviços ferroviários chamados de Metrotren, que são direcionados para o centro-sul do país e que ligam 24 municípios entre a Região Metropolitana e a Região do Maule. Além disso, a Estação Central dá acesso ao Terminal Rodoviário San Borja, de onde partem ônibus para todas as partes do país;

9) Uma boa ferramenta para o planejamento da sua viagem no Metrô de Santiago é o planejador que a própria página oferece http://www.metrosantiago.cl/planificador ou estudar o mapa da rede http://www.metrosantiago.cl/estacion/plano -red, onde você pode determinar antecipadamente as conexões necessárias para realizar sua viagem;

10) O Metrô de Santiago funciona aproximadamente até às 23h30, mas cada estação possui algumas modificações no horário de fechamento, as quais você pode conferir neste link com maior segurança: http://www.metrosantiago.cl/guia-viajero/horarios.

O Metrô de Santiago é um bom meio de transporte pela cidade, principalmente para aqueles que querem economizar ou gostam de sentir como é a vida de um santiaguino. Além disso, a maior parte dos pontos turísticos da cidade podem ser acessados desta forma. Portanto, se você está hospedado próximo a uma estação do Metrô de Santiago, este pode ser um meio de transporte que vale a pena usar!

Embalse el Yeso no inverno

Embalse el Yeso no inverno

O quanto você é capaz de arriscar para ter uma foto do Embalse el Yeso, mesmo no inverno?

Como muitos de vocês já devem saber, o Diego e eu nos dedicamos a responder da maneira mais atenciosa e dedicada possível a cada um dos e-mails que nos escrevem solicitando passeios e pedindo esclarecimentos sobre todo tipo de dúvida e apreensões a respeito desse novo país que decidiram descobrir.

Uma das perguntas mais frequentes é se estamos ou não realizando o nosso tradicional passeio ao interior do  Cajón del Maipo no inverno, onde visitamos o Embalse El Yeso e terminamos o dia mergulhando no calor vulcânico das Termas del Plomo (quem já viveu essa aventura conosco sabe que incluem várias outras coisas que não vou contar aqui, para manter o suspense e animá-los a viajarem com a gente).
Pois bem, nossa resposta é sempre a mais categórica possível: esse é um passeio perigosíssimo durante o inverno e quero explicar-lhes o porquê.

Por que ir ao Embalse el Yeso no inverno pode ser tão perigoso?

O caminho para o Embalse El Yeso é um caminho que não recebe muita manutenção do município ao qual pertence, o Povoado de San José. Quem faz a manutenção operativa do caminho e deixa com condições seguras para poder transitar é a mineradora El Romeral, que aproveita os meses do verão, quando não tem neve no caminho, para extrair a maior quantidade de minerais possível. Quando começam as primeiras nevascas, essa empresa mineradora entende que já não é seguro seguir operando e manda seus trabalhadores de volta para a cidade. É aí que o Embalse el Yeso volta a recuperar sua inacessibilidade e, junto com ela, o que o faz selvagem e hostil. A neve transborda nos caminhos, cobre ladeiras intermináveis e tudo fica branco. Neste contexto, serei sincera, existem dois tipos de operadores turísticos: os que entendem essa linguagem e os que querem tirar o máximo de proveito dela. Estes últimos continuarão operando no Embalse el Yeso durante o inverno, com turistas que muitas vezes desconhecem as características do destino (ou que mesmo conhecendo, fariam qualquer coisa para mostrar a foto para os amigos) e com guias e motoristas que dificilmente receberam a mínima instrução para trabalhar na montanha e que estão somente orientados a conseguir dinheiro, custe o que custar. No Chile, não temos um ministério do turismo, então não existe nenhuma entidade de regularize ou fiscalize esta questão.

Mas então, quais são os riscos do caminho ao Embalse el Yeso no inverno?

Contarei rapidamente uma história. Há pouco mais de um mês meu irmão chegou de visita. Ele só conhecia o Embalse el Yeso por fotos e estava ansioso para vê-lo com seus próprios olhos. Nós já tínhamos deixado de operar depois da primeira nevasca, em abril, mas decidimos levá-lo, assumir o risco, entendendo que era NOSSO risco, que não iríamos expor ninguém com o objetivo absurdo de apenas ganhar dinheiro.

Quando chegamos lá, o que encontramos foi pior do que imaginávamos. O caminho estava fechado a vários quilômetros antes de chegar ao Embalse el Yeso e haviam centenas, sim, centenas de pessoas, a grande maioria turistas brasileiros. Seria necessário caminhar. Vocês verão pelas fotos que a paisagem está composta por um caminho estreito e sinuoso, que rodeia o Embalse el Yeso e que está completamente coberto de neve. Isso pode ser maravilhoso para quem não conhece a neve ainda, mas o caminho em si, principalmente nos lugares onde não chega sol, está coberto de gelo e isso é perigosíssimo para quem não tem experiência e nem o equipamento técnico adequado. Ninguém parecia se dar conta do risco que corriam caminhado pelos caminhos estreitos e totalmente congelados e escorregadios, à beira de um precipício que, se caísse, te levaria diretamente às águas de desgelo do Embalse el Yeso. Espero que o seu guia saiba nadar e espero que ele esteja ali para te ajudar, porque todos os motoristas que vimos no caminho dormiam em seus veículos enquanto o resto caminhava pelos corredores de gelo. Muitas pessoas caiam, escorregavam e tiravam fotos de avalanches frescas que impediam o caminho. Sim, avalanches frescas. Podem buscar informações na internet; o  TripAdvisor  está cheio de “maravilhosos passeios ao Embalse el Yeso” que terminaram sendo histórias aterrorizantes. Mesmo estando equipados (tínhamos crampons nos sapatos, uma espécie de grampo que impede escorregar), rádios para nos comunicar, mantas térmicas, enfim, todas as precauções possíveis, tivemos medo e decidimos não continuar, principalmente porque de tempos em tempos sentíamos como se a neve do Embalse el Yeso estalasse nos picos mais altos, ameaçando cair. Nessa parte eu paro e respiro, porque depois de três anos subindo o Embalse el Yeso vários dias por semana durante os meses de verão, acredito que consegui fazer certos pactos com a montanha, que posso respeitá-la e, sobretudo, respeitar as pessoas que confiam em nós quando decidem conhecer os Andes. Me enche de impotência ver como há pessoas expostas e se expondo com tanta irresponsabilidade ao fazer o passeio durante o inverno. Sou apaixonada quando falo sobre isto e tento passar essa experiência, porque desejo firmemente poder desempenhar esse ofício que amamos em um meio profissionalizado, respeitoso e que consiga sustentar condições mínimas de segurança. Mas subo a montanha e vejo motoristas dormindo em seus veículos (veículos de cidade), enquanto seus passageiros, entre eles crianças e mulheres com salto alto (sim, salto alto), caminham por áreas congeladas à beira do precipício. Perco a fé e penso que o único que me resta é deixar essa tarefa com vocês: cuidem-se, porque muitas vezes seus operadores de turismo não o farão por vocês.

Este texto foi publicado originalmente no ano 2016. Desde o ano 2019 após um acidente com duas vítimas fatais, existe uma proibição legal, portão na estrada e letreiros para evitar que as pessoas acessem a área.

O que fazer no Chile: roteiro de 5 dias em Santiago e arredores.

O que fazer no Chile: roteiro de 5 dias em Santiago e arredores.

O que fazer no Chile? Te apresentamos um roteiro de 5 dias por Santiago e arredores.

 

 

Santiago do Chile é uma cidade incomparável, não só por seu centro histórico, bairros e circuitos, como também pela enorme quantidade de possibilidades que oferece aos viajantes e por estar perto de alguns dos destinos mais característicos da cultura e identidade nacionais. Em Santiago, é possível começar o dia sentindo nas mãos do frio da neve que acaba de cair nas Cordilheiras dos Andes e logo depois degustar os vinhos do “Valle de Casablanca”, na costa chilena, nas cidades de Valparaíso e Viña del Mar, enquanto degusta um prato cheio dos frutos que o Oceano Pacífico oferece. Portanto, criamos para você este roteiro com o que fazer no Chile, porque acreditamos que precisará de pelo menos cinco dias para percorrer suas ruas coloniais, fotografar as roupas penduradas nas janelas em Valparaíso, as uvas que florescem em intermináveis taças nos mais importantes vales de vinho deste lado do mundo, ou simplesmente sentindo-se infinito e pequeno quando observar pela primeira vez a pele montanhosa da Cordilheira dos Andes.

 

 

Opções do que fazer no Chile em um roteiro de 5 dias montado especialmente para você!

 

 

1º Dia: City tour e vinícola – City tour por Santiago e Vinícola Odfjell

 

Começamos o dia percorrendo em Van ou Jeep a Santiago histórica e moderna, para que possa entender melhor a cultura chilena. Irá conhecer a história do morro Santa Lucía, poderá sentar-se e admirar a ornamental Catedral de Santiago e depois se emocionar com a elegância da troca da guarda no Palácio “La Moneda”, tudo isso intercalado com os edifícios espelhados de uma cidade que não para de crescer, no bairro Sanhattan, ou o novo conceito de paisagismo urbano no Parque Bicentenário.
Encerraremos este dia do roteiro em Santiago com a degustação de três vinhos na vinícola Odfjell, uma exclusiva vinícola localizada no “Valle del Maipo”, considerado como uma das 20 melhores rotas do vinho do mundo. Odfjell imprime em seu vinho a qualidade e a tradição que só as melhores cepas do Chile possuem.

 

2º Dia: Valpo e Viña.

Você não se perdoaria se deixasse o Chile sem conhecer essas cidades, ícones da costa chilena. Sairemos cedo de Santiago para percorrer caminhos rodeados de quilômetros de vinícolas perfumadas e esperar que o horizonte se abra de pouco em pouco em direção ao Oceano Pacífico.

Nesta parte do roteiro iremos percorrer a poesia que inunda os morros de Valparaíso, a famosa “Sebastiana”, uma das casas de Pablo Neruda e a tradicional feira artesanal 21 de Maio. Logo depois de almoçar, rodeado pelo aroma do oceano, chegaremos a Viña del Mar, uma das cidades litorâneas mais visitadas. Iremos fotografar o Relógio de Flores, uma característica postal da região, os lobos marinhos na praia de Reñaca e um entardecer inesquecível no Oceano Pacífico.

 

 

3º Dia: Cordilheira essencial. (disponível de Novembro a Maio aprox.) Também recomendamos Silêncio Andino.

Nossa cena favorita da região central do Chile, porque existe um lugar no meio da às vezes inacessível Cordilheira dos Andes que nos foi permitido transitar, respirar. Portanto, visitar a Cordilheira definitivamente deve entrar no roteiro do que fazer no Chile durante sua viagem! 

O Embalse del Yeso, represa artificial de águas profundamente azul-turquesa, no meio do silêncio dos Andes, é uma paisagem para se fotografar mil vezes e que fica na alma para sempre. Sairemos bem cedinho de Santiago para percorrer, em um Jeep 4×4, caminhos rochosos até chegar ao Embalse del Yeso, nossa primeira parada, onde tomaremos um café da manhã preparado por nós.

Depois de atravessar pequenos riachos, observar glaciais de 6.000 metros e estradas irregulares, chegaremos até as águas mornas das “Termas del Plomo”. Completamente rústicas, nelas mergulharam o corpo dos heróis da Pátria, depois de exaustivas expedições a cavalo. Enquanto se recompõe da viagem no calor das águas termais, iremos preparar um churrasco típico chileno, para que celebre, com uma taça de vinho, estar rodeado por uma grandeza que jamais pensou em conhecer.

Quando começa a nevar com frequência nos Andes nós deixamos de operar este programa pois o caminho ao Embalse se torna perigoso pelos deslizamentos de terra e pedras e a rota para as Termas fica fechada. Recomendamos nessa época o programa No Começo do Cajón del Maipo.

 

4º Dia: Amantes de Colchagua.

Você merece um dia inteiro em um dos mais elegantes Vales de vinho do Chile. Colchagua é um vale que produz vinhos de qualidade inigualável, de parreiras centenárias, de vinhedos onde o vinho se torna poesia.

Começaremos este dia do roteiro na vinícola Lapostolle, onde degustaremos três vinhos escolhidos pela casa, em meio a uma estrutura inigualável. Depois iremos à vinícola Viu Manet onde, por meio de um passeio de carruagem entre as parreiras e a degustação de seis vinhos, conheceremos esse lugar profundo, que habita a alma do vinho chileno. Para terminar uma manhã cheia de aromas e sabores, iremos almoçar no famoso restaurante Rayuela, pertencente à vinícola Viu Manett, para conhecer os pratos ideais para combinar com as cepas da vinícola.

 

5º Dia: Visita ao Valle Nevado e Farellones.

Sem dúvida alguma uma visita ao Chile não é completa se você não parar para contemplar a grandiosidade dos Andes completamente cobertos de neve. Saindo durante as primeiras horas da manhã, subiremos pelas curvas sinuosas do caminho a Farellones, para conhecer esse povoado da montanha, onde poderemos tomar o primeiro chocolate quente do dia. Logo depois iremos para Valle Nevado, aonde irá se impressionar com a infraestrutura impecável de um dos melhores centros de ski do Chile. Respirar o branco intenso do Andes e voltar para casa com a certeza de ter vivido o frio da segunda maior cordilheira do planeta.

As más experiências com táxi em Santiago do Chile

As más experiências com táxi em Santiago do Chile

Pegar táxi em Santiago do Chile pode ser uma tremenda dor de cabeça!

 

Não passa sequer um dia em que eu veja um táxi em Santiago do Chile e que eu não me lembre da experiência que vou contar para vocês. Comecei a criar uma impotência tão grande, que decidi compartilhá-la com a finalidade de acabar com as práticas abusivas contra os turistas. Essa espécie de extorsão é o que finalmente nos motivou a levantar como bandeira única a ideia de um turismo independente e honesto, e criar a Indo Pro Chile.

Ocorreu comigo:

Estava eu há algumas semanas no centro comercial Costanera Center e a hora (eram quase nove da noite) me motivou a romper o hábito de caminhar até em casa e pegar um táxi. Saí e logo depois de inspecionar sobre os preços, subi ao táxi de um deles, que amavelmente me abriu a porta. Presságio de uma boa viagem, pensei. Mas eu estava errada.

Não estava nem um minuto sentada, quando o motorista, ao ver um grupo de turistas aparentemente brasileiros (muitos gorros e camisetas do Chile às vezes os entregam), me disse: “Ahaha, brasileiros! Hoje depenei vários! Cobrei 50 mil pesos por uma corrida até o aeroporto. Depois fiz câmbio duas vezes, assim que acabei cobrando 70 mil”. Fiquei perplexa e não consegui dizer nada. Pensava que evidentemente havia subido no táxi errado e que demonstrar medo ou nojo não era uma boa ideia. Continuou dizendo que se não tivesse o taxímetro ajeitado não poderia sobreviver, que os ganhos eram baixos. Perguntei como se “ajeita” o taxímetro e ele me mostrou movendo os pés rapidamente na região dos pedais.

O taxímetro subiu de dois mil pesos para nove mil em questão de segundos. “Imagino que não vai me cobrar isso”, respondi. “Nãooo, eu sei com quem posso fazer”, me respondeu o sem vergonha. Pensei em descer do táxi nesse momento, mas já havia falado para onde iria e não quis transparecer medo.

 

“Me preocupei em falar o valor na hora de entregar a nota…”

No entanto, até mesmo para evitar que ele tivesse conhecimento do meu endereço exato, desci várias quadras antes. Entreguei uma nota de cinco mil pesos, para pagar uma corrida de três mil pesos. Me preocupei em falar o valor na hora de entregar a nota, para que ele não trocasse e me fizesse acreditar que havia entregado uma nota de menor valor. Recebeu a nota, olhou e me disse: “Sinto muito, mas não tenho troco. Vamos ter que deixar em cinco mil”. O fulano se preparou para me roubar de qualquer maneira. Desci batendo forte a porta e falando um palavrão. Anotei a placa e, apesar de ter feito a denúncia no órgão competente, a reclamação não foi à diante. Mesmo assim, acredito que essa experiência deve servir para alguma coisa, nem que seja para reforçar o que sempre dizemos: ser um viajante responsável, com autopreservação, implica em estar informado. Isso é sinônimo de estar alerta, atento às condições que nossa viagem oferece. Antes de pegar um táxi em Santiago do Chile, é primordial se informar das tarifas aproximadas do lugar onde está e até seu destino. Para isso, o pessoal do hotel, ou os amigos que te recebem, estão sempre dispostos a ajudar. É importante também conhecer a moeda local e juntamente com a entrega a nota, falar seu valor, para evitar terminar pagando quase cinco vezes mais do que o valor de uma corrida, como aconteceu com os brasileiros enganados pelo taxista inescrupuloso, protagonista desta história.

 

Opte por outros meios de locomoção ao invés do táxi em Santiago do Chile

 

Com certeza esta não é a única experiência ruim que alguém teve ao pegar um táxi em Santiago do Chile. Infelizmente, este tipo de problema acontece muito na cidade e é por isso que sempre recomendamos outras opções de locomoção por Santiago.

Ao invés de pegar um táxi assim que chegar ao aeroporto de Santiago do Chile, veja as opções de van, ônibus, Uber ou Cabify. Na maioria das vezes, elas são mais econômicas que os táxis. As vans e os ônibus são compartilhados e, no caso do ônibus, não te deixa na porta do hotel, mas com certeza têm as tarifas mais baixas. Já o Uber e o Cabify são um pouco mais caros, mas com certeza são mais baratos que os táxis de Santiago do Chile e te pouparão o estresse de ser enganado (ou até mesmo roubado) pelos taxistas que ali estão.

Outra opção são os transfers privativos oferecidos por agências de viagens. Eles podem ser um pouco mais caros, porém garantirão sua segurança e ainda te ajudarão com informações sobre a cidade.

Para andar pela cidade, prefira o Uber, o Cabify ou até mesmo o metrô, já que é possível chegar à maior parte dos pontos turísticos da cidade com este transporte.

E, caso realmente queira pegar um táxi em Santiago do Chile, tome as precauções já citadas acima, pois elas poderão te ajudar a não ser enganado.

 

O Cerro San Cristóbal em Santiago

O Cerro San Cristóbal em Santiago

Visitar o Cerro San Cristóbal em Santiago é um passeio imperdível para qualquer viajante!

 

Não há dúvida de que um dos melhores panoramas gratuitos em Santiago é o mega conhecido morro San Cristóbal. Oficialmente denominado Parque Metropolitano de Santiago, seus 722 hectares o fazem o maior parque urbano do Chile e um dos maiores do mundo. Seu topo mais alto chega até 879 metros, o que transforma seus visitantes em privilegiadas testemunhas das melhores vistas da cidade.

 

 

Utilizado antigamente como uma pedreira, da qual se extraiu material para várias obras, como a Ponte Cal y Canto, somente em 1867 surgiram as primeiras ideias e ações para transformar o Cerro San Cristóbal de Santiago em um pulmão verde de relevância dentro da estrutura da área urbana da cidade, com a construção, anos depois, do observatório e do monumento à Imaculada Conceição. 

 

Quais os principais atrativos do Cerro San Cristóbal em Santiago?

 

– Funicular del cerro San Cristóbal: Construído em 1925, o funicular tem sido sempre a forma mais tradicional de chegar ao cume do Morro. Monumento histórico de Santiago, sua rota de aproximadamente 500 metros tem três estações. A primeira, ou central, localizada no acesso à pedestres (Pionono 450), foi projetada pelo arquiteto Luciano Kulczewski, e consiste em um pequeno castelo, ladeado por duas torres de acesso estilo neomedieval. Tem uma capacidade para 40 pessoas e uma frequência entre 8 a 15 minutos. Depois, encontramos a estação que para no zoológico, onde, obviamente, você pode acessar o Zoológico Nacional do Parque Metropolitano. Finalmente, a estação do cume, que faz sua última parada no mirador da Virgem do Cerro San Cristóbal, que é o ponto culminante do morro e sua obra mais importante. Oficialmente inaugurada em 26 de abril de 1908, foi pensada inicialmente para que fosse o ponto final da peregrinação de devotos católicos da cidade. Diante da ausência de uma imagem original desde a qual projetar a mega escultura, decidiu-se fazer uma cópia da “Virgem de Roma”, de Giuseppe Obici, transportada de Paris de barco, separada em 42 caixas, nas quais foram distribuídas suas 46 toneladas de peso. Seu preço atual atingiria a enorme soma de 350 bilhões de pesos chilenos.

 

 

– Zoológico Nacional: Inaugurado em 1925, atualmente conta com uma população de mais de mil animais de 158 espécies nativas e exóticas. Sou completamente contra fazer um espetáculo com animais em cativeiro, por isso eu não visitei o zoológico, mas por ser um lugar de muita importância dentro da configuração do Cerro San Cristóbal em Santiago, tenho que considerá-lo. Pode ser uma boa visão geral para aqueles que querem se familiarizar com a fauna, uma vez que é possível conhecer os pinguins de Humboldt, a rã de Darwin e o majestoso Condor chileno,  o qual também pode conhecer sobrevoando os céus andinos, tanto nos centros de esqui, como no Cajón del Maipo durante os meses de verão. Sem dúvida, a melhor forma para ver o rei do céu chileno.

 

– Piscinas: As temperaturas altas na capital chilena durante o verão fazem desse panorama uma excelente opção para desfrutar o sol nessa estação. Para isso, o Cerro San Cristóbal conta com duas piscinas, Tupahue e Antilén, ambas rodeadas por vegetação nativa. Além disso, você poderá conhecer o famoso Mural de Pedra, desenhado pelo arquiteto mexicano Juan O’Gorman, na piscina Tupahue, mesmo arquiteto responsável pela Casa da Frida Kahlo y Diego Rivera no México.

 

 

– Jardim Japonês: Esse espaço encantador e único, desenhado pelo arquiteto Tadashi Asahi e construído em 1978, também é um lugar emblemático dentro do Cerro San Cristóbal em Santiago. Sua reinauguração pelo príncipe e pela princesa Hitachi, em 24 setembro de 1997, celebrou o centenário das relações diplomáticas entre Japão e Chile. Conta com 3.600 m2, nos quais se destaca a decoração típica de um jardim japonês tradicional: um moinho no centro, lanternas “yukimi”, além de flor de lótus, cerejeiras e bambus. Se você quiser ver um pôr do sol inesquecível, te recomendo visitar o mirante, desde o qual é possível ver as últimas luzes do dia desaparecendo em meio aos edifícios do bairro financeiro Sanhattan.

 

– Teleférico: Sem dúvida, desde que foi inaugurado em 1980, este sistema de transporte foi o preferido entre os Santiaguinos e turistas para poder chegar ao topo do Cerro San Cristóbal, pois ele oferece a melhor vista da cidade. Depois de vários anos, em 2016 o teleférico volta a abrir suas portas com uma cara renovada, um moderno sistema e um grande número de trabalhadores atrás do seu funcionamento e manutenção. 

Confira aqui tudo o que você precisa saber para desfrutar deste passeio pelas alturas.

A passagem custa $1.350 pesos chilenos por trajeto (R$ 7,00 aprox.) e $2.250 pesos (R$ 11,00 aprox.) de ida e volta.

Você pode conferir os preços no link oficial do site:
http://telefericosantiago.cl/homepage-teleferico-santiago-chile/tarifa-horario-y-condiciones/

 

 

Como entrar no Cerro San Cristóbal:

 

É possível acessar o Cerro San Cristóbal através de três entradas espalhadas por Santiago:

A entrada Pio Nono, localizada na rua Pio Nono 450, Recoleta, permite o acesso de visitantes de carro, a pé ou de bicicleta. É a partir desta entrada que sai o funicular que poderá te levar aos locais mencionados acima. Se você está de metrô, te recomendo descer na estação Baquedano e caminhar mais ou menos 20 minutos pela rua Pio Nono.

A entrada Pedro de Valdivia Norte está localizada na rua Pedro de Valdivia, s/n, no bairro de Providencia, e possibilita a entrada de pedestres, ciclistas e veículos. Você pode descer na estação do metrô Pedro de Valdivia e caminhar em direção norte pela rua com o mesmo nome (sentido ao morro).

A entrada Avenida Peru fica na Avenida Peru, 1001, no bairro de Recoleta. Atenção, esta entrada permite o acesso apenas a pedestres. A partir desta entrada é possível acessar o Parque Bicentenário da Infância. É a entrada mais longe do circuito hoteleiro da cidade, por isso se está em Las Condes, Vitacura ou Providencia, as entradas mais convenientes são as duas anteriores. Para chegar à essa, o mais fácil é pela estação do metrô Cerro Blanco.

 

 

Horários e valores das atrações do Cerro San Cristóbal em Santiago:

 

Funicular do Cerro San Cristóbal

Horários:  
Terça a Domingo e Feriados das 10:00 às 19:30
Segunda das 13:00 às 19:30 (nas primeiras segundas-feiras de cada mês o funicular fecha para manutenção).

 

Preços:

Dias da semana: 
Até o zoológico: adultos $800 pesos / crianças $500 pesos. 
Até o cume: adultos $1.500 pesos / crianças $1.000 pesos. 
Ida e volta: adultos $2.000 pesos /crianças $1.500 pesos.

 

Final de semana: 
Até o zoológico: adultos $1.000 pesos / crianças $650 pesos. 
Até o cume: adultos $1.950 pesos / crianças $1.300 pesos. 
Ida e volta: adultos $2.600 pesos /crianças $1.950 pesos.  

 

Zoológico do Cerro San Cristóbal 

Horários:

Verão: de terça a domingo e feriados das 10:00 às 18:00

Inverno: de terça a domingo e feriados das 10:00 às 17:00.

Preços:
Adulto:  $4.000 pesos / Crianças, +60 e estudantes: $2.000 pesos. 
O acesso de pedestres ao Zoo é pela portaria principal (Pío Nono 450) ou pelo funicular.

 

Piscina do Cerro San Cristóbal

Horário: Aberta ao público somente de novembro a março (verão chileno), de terça a domingo das 10:00 às 19:30 

Preços:
Piscina Tupahue:  Adultos $6.000 pesos / menores de 13 anos e maiores de 60 anos $3.500 pesos.
Piscina Antilen:  Adultos $7.500 pesos / menores de 13 anos e maiores de 60 anos $4.000 pesos.

Conhecendo um novo país: costumes chilenos para experimentar

Conhecendo um novo país: costumes chilenos para experimentar

Visitar um novo país e ir além do turismo ao conhecer os costumes do povo chileno

 

Quando chegamos em um novo país, indiscutivelmente nós gostaríamos de poder viver pelo menos alguma experiência genuinamente local, visitar algum lugar que não esteja cheio de turistas, poder estar perto do cotidiano deste novo país e não vê-lo por trás de uma aparência plastificada, que muitas vezes é a única que nos oferecem. Se tem uma coisa que nunca gostei nos blogs de viagem em geral, é que, por mais que falem em primeira pessoa, nunca deixam de citar uma vez ou outra um lugar turístico. É muito comum que te falem dos lugares mais famosos, dos panoramas de que todo turista deve visitar, mas pouquíssimas vezes nos falam daqueles lugares que significam alguma coisa para eles e que poderiam se tornar significativos para nós também. Por isso, gostaria de te contar sobre as coisas que eu gosto no Chile e alguns costumes chilenos, coisas que saem do meu mundo imaginário, mas que sem dúvida existem pelo maravilhoso fato de eu ter nascido aqui.

 

 

Conheça alguns costumes chilenos para que você possa experimentar neste novo país a ser visitado!

 

1) Seja um chileno ao tomar uma abundante “oncecita”: se você está em um apartamento alugado, não perca a oportunidade de experimentar um dos mais tradicionais costumes chilenos ao tomar uma autêntica “once”, que é como eles chamam o nosso famoso cafezinho da tarde, onde tomam chá, acompanhado de pães e bolos. Existem pessoas que trocam o jantar por uma “once” mais reforçada, incorporando parte da comida que sobrou do almoço. Você só precisa ir até um supermercado e comprar chá (o Chile é um dos maiores consumidores de chá do mundo), pão, especialmente a “marraqueta”, ovos (para fazer ovo mexido) e claro que não poderia faltar a palta, que conhecemos como o abacate avocado e deve ser amassado para depois passar no pão e colocar um pouco de sal. O avocado chileno tem um sabor bastante diferente do que é consumido no Brasil. Por isso, se está no Chile é indispensável que o prove. Agora, se você está em um hotel, posso te recomendar as deliciosas onces a la chilena do Café La Candelaria (Avda Italia 1449, Providencia);

 

2) Tome todo Carmenere que puder, e apaixone-se por este outro costume chileno: passaram-se quase 23 anos desde que o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot caminhava em um vinhedo do que se acreditava ser da uva Merlot, no Valle del Maipo. Ao olhar fixamente para uma de suas folhas, fez um descobrimento que o deixou surpreendido: não se tratava de Merlot, mas sim de Carmenere, uma antiga e extinta uva, originária de Bordeaux, e que tinha sido destruída pela filoxera. Esse momento marcou o início de uma vontade conjunta de muitas bodegas de fazer dessa uva um dos selos do nosso país. Mas por que o Carmenere é um vinho para se apaixonar ou se re-apaixonar? A razão é muito simples… é um vinho suave e redondo na boca, parece mais amável do que as outras uvas, o que o deixa mais fácil de tomar, mas possui o mesmo teor alcoólico que as demais. Contemplem a vida de novo, planejem o que está por vir, ou somente atrevam-se a dançar como no princípio, porque o Carmenere deixa-se beber infinitamente!

 

3) Compre um livro de Neruda em seu idioma original, em sua própria terra e mergulhe nos costumes chilenos através da visão do poeta. Quando fui à Portugal, percorri todas as livrarias da cidade, tentando encontrar “Viagem à Portugal”, de José Saramago. Mais além da minha admiração por ele, entendia que a tradução em si sempre implica uma perda e, além disso, a melhor homenagem que eu poderia fazer à minha viagem à Portugal, era honrar um de seus memoráveis filhos. O mesmo acontece com o Chile e Pablo Neruda. O poeta do povo é uma chama acesa nos corações de todos aqueles que amam a liberdade da nossa terra e em si mesmo é pura identidade. Recomendo sua obra de caráter autobiográfico, “Confieso que he vivido”. Como o português e o espanhol são línguas irmãs, são facilmente compreendidas, além da possibilidade de aprender novas palavras que podem ser úteis neste novo país.

 

E você, qual experiência única viveu no Chile, um novo país visitado, que gostaria de compartilhar?

As raízes da história chilena na Catedral de Santiago

As raízes da história chilena na Catedral de Santiago

As raízes da história chilena incrustada nas paredes da Catedral de Santiago

 

Se existe um lugar que carrega consigo a história de Santiago do Chile, esse lugar é a Catedral de Santiago. Desde a fundação da cidade, no dia 12 de fevereiro de 1541, Pedro de Valdivia planificou essa catedral. Caracterizou-se em uma modesta construção que, mais tarde, seria arrasada pelo ataque indígena de Michimalonco, no dia 11 de setembro do mesmo ano. Daí para frente, sofreu uma serie de desastres, tanto naturais, como provocados, entre eles incêndios e terremotos que deixaram a disposição do gosto estético dos bispos e arquitetos de turno, mudando várias vezes o tamanho, disposição e materiais.

 

 

A história da construção da Catedral de Santiago 

 

Segundo nos conta a história, foi depois do terremoto de 1730 que se decidiu começar com a construção da Catedral de Santiago como hoje nós conhecemos. Será o arquiteto Matias Vásquez de Acuña quem determinará que seus pilares sejam feitos de pedra para evitar a ação destruidora dos terremotos e será ele o responsável direto pelas dimensões espaciais da catedral, tal como a gente conhece hoje; sua divisão em três naves (característica da basílica) e a mudança da sua disposição, localizando a entrada na Plaza de Armas. Matias Vásquez de Acuña morreu durante a construção desse edifício e foi substituído por Francisco Antônio de Barros, quem também deixou o projeto anos mais tarde.

 

Arquitetos que entraram para a história do Chile devido à construção da Catedral de Santiago

 

Foi no ano de 1780 que a Catedral de Santiago viveu a consolidação da sua estrutura nas mãos do arquiteto mais importante da cidade, o italiano Joaquim Toesca. Seu trabalho era unir o trabalho realizado por Vásquez de Acuña aos seus planos, com ideias inovadoras que trazia da Europa e que deram ao edifício o forte aspecto neoclássico. Morreu antes de ver terminado o edifício, dando lugar, novamente, a uma série de arquitetos que realizaram diferentes mudanças e modificações no curso da história.

A transformação mais importante da Catedral de Santiago, e que se mantém até hoje, esteve a cargo de outro italiano, Ignazio Cremonesi, que no ano de 1898 remodelou a fachada leste do templo em direção da Plaza de Armas, respeitando assim o trabalho realizado por Joaquim Toesca. Cremonesi construiu as duas torres sobre a nave central, revestiu muros de pedra desnuda com tijolos e cal, ampliou as pequenas janelas para dispor nelas o trabalho de vitral que hoje conhecemos e construiu a abóbada de canhão da nave central, derrubando o antigo teto de madeira. Graças a ele, hoje podemos observar o precioso trabalho de moldura, cornijas e medalhões da abóbada, além do trabalho em pintura fortemente influenciado pela pintura Italiana.

 

Onde está e como chegar à Catedral de Santiago?

 

Onde está?: Plaza de Armas S/N, Santiago.

Como chegar?: Estação do metrô Plaza de Armas, linha 5 (verde).

Além da Catedral de Santiago, a Plaza de Armas guarda muitos outros tesouros da história do Chile. Você vai perder a oportunidade de sentir uma pouco mais dessa história?

Agência de turismo em Santiago: como encontrar uma confiável!

Agência de turismo em Santiago: como encontrar uma confiável!

A importância de encontrar uma agência de turismo confiável em Santiago ou em qualquer lugar do mundo

 

Toda viagem exitosa requer o mínimo de planejamento. Dentro dos itens a considerar, escolher um bom hotel e uma boa agência de turismo muitas vezes pode fazer a diferença entre uma viagem desastrosa e uma viagem dos sonhos. Por isso, é necessário pesquisar toda informação disponível para poder tomar decisões conscientes. Sei que podem pensar que minhas recomendações são suspeitas, mas se tem uma coisa que me fez conhecer o amplo vício e pontos fortes do mercado turístico foi ter entrado nele e trabalhar dia a dia com viajantes que, muitas vezes, desconhecem que a falta de informação os fazem presas fáceis para oportunistas.

No Chile há pouca fiscalização na área do turismo.

Não quero falar de uma empresa em particular, nem mesmo induzir para que contratem determinados serviços, simplesmente quero esboçar aqui algumas diretrizes para orientá-los a escolher uma agência de turismo confiável em Santiago ou em qualquer lugar do mundo, assim como um amigo poderia te falar antes de começar sua tão esperada viagem.

 

Dicas que te ajudarão a encontrar uma boa agência de turismo em Santiago e em qualquer outra parte do mundo

 

1) Informação é poder: Isso se aplica para quase tudo na vida e, se os Estados mais poderosos do mundo a aplicam, por que não você? Leia, pesquise, anote em seu caderninho de viagem toda a informação que possa juntar sobre o lugar para onde viaja. Só assim saberá qual agência de turismo te diz a verdade e qual não.

 

2) Utilize plataformas de avaliação de serviços para pesquisar o que dizem de determinada agência de turismo: Particularmente, não vou a um restaurante e não me hospedo em um hotel sem antes consultar o Tripadvisor. Utilize a seu favor a experiência de outros viajantes para avaliar suas decisões. Cada dia é mais comum esse tipo de avaliação online e, acredite em quem formou uma empresa e sabe que muita gente utiliza esse tipo de fonte de informação para tudo. Por isso, não parece estranho que, sendo hoje tão poderoso o Tripadvisor, exista quem dispense ele? Quando se faz um bom trabalho, você quer que todo mundo saiba. Do contrário, só evita se expor, e isso é o que acontece hoje com uma enorme quantidade de empresas que aparecem de um dia para outro, sem as mínimas condições de segurança.

 

3) O barato sai caro: Aqui no Chile não contamos com uma sólida fiscalização turística, já que, diferente do Brasil, não temos um Ministério e todas as atividades desse tipo são “regulamentadas” pelo Serviço Nacional de Turismo, o SERNATUR. Coloco aspas quando falo de regulamentação, já que esta praticamente não existe. Basta que você tenha um carro que possa ser inscrito para realizar transporte de passageiros, que no outro dia já tem uma agência de turismo em Santiago. Temos sido testemunhas dia após dia do nascimento de uma nova agência, que não demora em colocar “captadores” nas ruas que irão te abordar e insistir até que aceite subir em uma das suas vans cheias de gente. Quando a qualidade de uma agência de turismo é ótima, seja em Santiago ou em qualquer outro lugar do mundo, não necessita de captadores nas ruas, não necessita abordar por Facebook e nem oferecer passeios a preços abaixo do mercado para conseguir preencher os lugares em seu veículo. Porque é claro, deve presumir que será somente isso: um lugar para alguém que cobra o seu trabalho e que pensa que esse vale, no mínimo, pouco ou quase nada.

 

4) Tenha a certeza de que quem pretende te mostrar o país, conheça o que oferecem: Trabalhando no turismo temos visto quase de tudo, mas o que mais se vê são pessoas sem conhecimento, seguramente uma decorrência do exposto acima. Quando recomendamos que você se informe, é para que quando pesquise saiba que a agência de turismo de Santiago que te oferece um passeio ao “Valle de Conchagua”, na verdade deveria te oferecer o “Valle de Colchagua”, ou quando quer que conheça o “ Embalse del Yeso y las Termas Plomo”, deveria dizer “Embalse El Yeso y las Termas del Plomo”. O mesmo aconteceu com quem há alguns dias ofereciam preços baratíssimos à Vinã “Santa Emiliana”, quando na verdade o nome real é simplesmente “Emiliana”. Talvez pareça só um detalhe, mas quem realmente conhece um destino deveria, no mínimo, poder oferecê-lo corretamente.

 

5) Não deixe que te enganem: De todas as coisas que observo no dia a dia, essa é uma das que mais me incomoda, porque representa tudo aquilo que acredito que não se deve fazer nessa atividade. Não tem porque alguém te forçar a comer em um lugar que não quer, só para garantir um ganho extra, ou que você compre um determinado produto. O mais justo é que quando te cobrem por um serviço, façam de frente, e não que utilizem seu orçamento para seu enriquecimento próprio, nas suas costas. Pergunte tudo o que seja necessário antes de contratar, porque quem trabalha de maneira transparente não terá problemas em responder.

 

Não se esqueça de todas estas dicas na hora de contratar uma agência de turismo, seja ela em Santiago ou em qualquer outro lugar do mundo. Isso com certeza evitará estresse e frustrações durante a sua viagem e garantirá que você a aproveite da forma mais tranquila possível!

A Cordilheira dos Andes no Chile!

A Cordilheira dos Andes no Chile!

A imponente Cordilheira dos Andes no Chile

Antes começar a ler, recomendamos colocar play na música “Aguila Sideral” de Los Jaivas!

Embaixo dessa densa capa de neve que a cada inverno completa a uniformidade da paisagem da Cordilheira dos Andes no Chile, segue palpitando, mais vivo que nunca, seu o coração. É necessário lembrar, sobretudo para aqueles que somente conhecem a Cordilheira dos Andes nevada, que esse conjunto de montanhas tão extenso e variado como a história da América Latina, e que o seu sangue continua fluindo ainda quando não o vemos.

Cordilheira ou Cordilheiras dos Andes?

A Cordilheira (palavra no singular) dos Andes no Chile é muito mais do que a majestosidade dos cumes nevados, ou as mega infraestruturas dos Centros de Ski. A Cordilheira dos Andes é os tropeiros anônimos que arrastam manadas de animais pela madrugada, o céu aberto pleno e estrelado mais brilhante desse lado do mundo, é o caminho áspero e cheio de poeira que dá lugar para que se abram pequenas veias de água limpa que fluem, e que voltam a povoar a alma de quem transita sobre ela. Poderíamos ficar dias inteiros falando sobre a Cordilheira dos Andes, porque em cada subida o nosso coração tem aprendido esse idioma silencioso que a natureza impõe para voltar a nos educar no rigor e respeito. Respeito ao trabalho monumental que ela mesma desenvolve, quando com suas próprias mãos abre a terra para extrair dela essas rochas imponentes, quando ara, no meio de um mundo cheio de caos, caminhos silenciosos, onde o homem nunca esteve.

O respeito que a Cordilheira dos Andes no Chile nos inspira

Por isso, quando o homem ingressa na Cordilheira dos Andes no Chile deve fazê-lo em silêncio, abaixar a cabeça e reinstalar na alma tudo aquilo que perdeu na agitação da vida cotidiana, justo quando pensa que está ganhando o que sonhou em ter. Porque quem conhece essa cordilheira cheia de pó e espinhos, incalculável, sabe que de alguma misteriosa maneira ali reencontramos algo apreciado e perdido, como se a natureza tivesse deixado ali sabendo que em algum momento voltaríamos por ele. Nenhum homem ou mulher sai de lá como chegou. A Cordilheira dos Andes restitui em nós a nossa origem, essa criança que fomos e que se maravilha com as ondas do mar ou com o som do fogo. A Cordilheira dos Andes devolve uma versão de nós que achávamos perdida, uma criança, que tinha deixado de se maravilhar.

Essa pequena pausa foi escrita especialmente para quem acha que a Cordilheira dos Andes somente existe na sua fria brancura. É um convite para redescobrir uma paisagem que se completa somente quando fechamos os olhos e respiramos a nós mesmos, lentamente, e nos reconhecemos como seres no mundo, vivos e assombrados pela paisagem de cânion do Cajón del Maipo, submerso em águas termais que a profundidade da terra faz emergir morna e curadora; nas famosas Termas del Plomo ou nos Baños de Colina; ou perplexos e intermináveis ante as águas do Embalse el Yeso, com uma cor azul que ficará na sua alma por toda a vida.

Os mais sábios dizem que cada montanha é um avô. Que cada montanha é uma oração, que ao ser reflexionado é repetido em voz baixa pelo vento. Nós diríamos, depois de alguns anos percorrendo por ela, que cada montanha é a si mesma, é a história que viveu, é o lugar onde nasceu, a mãe, o pai, o irmão. Por isso também acreditamos que subir a Cordilheira dos Andes no Chile não é conhecer um lugar alheio.

Subir a Cordilheira dos Andes é simplesmente voltar a um lugar que desde muitos anos já nos estava esperando.

Dúvidas? Estamos por aqui!