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As más experiências com táxi em Santiago do Chile

Pegar táxi em Santiago do Chile pode ser uma tremenda dor de cabeça!

 

Não passa sequer um dia em que eu veja um táxi em Santiago do Chile e que eu não me lembre da experiência que vou contar para vocês. Comecei a criar uma impotência tão grande, que decidi compartilhá-la com a finalidade de acabar com as práticas abusivas contra os turistas. Essa espécie de extorsão é o que finalmente nos motivou a levantar como bandeira única a ideia de um turismo independente e honesto, e criar a Indo Pro Chile.

Ocorreu comigo:

Estava eu há algumas semanas no centro comercial Costanera Center e a hora (eram quase nove da noite) me motivou a romper o hábito de caminhar até em casa e pegar um táxi. Saí e logo depois de inspecionar sobre os preços, subi ao táxi de um deles, que amavelmente me abriu a porta. Presságio de uma boa viagem, pensei. Mas eu estava errada.

Não estava nem um minuto sentada, quando o motorista, ao ver um grupo de turistas aparentemente brasileiros (muitos gorros e camisetas do Chile às vezes os entregam), me disse: “Ahaha, brasileiros! Hoje depenei vários! Cobrei 50 mil pesos por uma corrida até o aeroporto. Depois fiz câmbio duas vezes, assim que acabei cobrando 70 mil”. Fiquei perplexa e não consegui dizer nada. Pensava que evidentemente havia subido no táxi errado e que demonstrar medo ou nojo não era uma boa ideia. Continuou dizendo que se não tivesse o taxímetro ajeitado não poderia sobreviver, que os ganhos eram baixos. Perguntei como se “ajeita” o taxímetro e ele me mostrou movendo os pés rapidamente na região dos pedais.

O taxímetro subiu de dois mil pesos para nove mil em questão de segundos. “Imagino que não vai me cobrar isso”, respondi. “Nãooo, eu sei com quem posso fazer”, me respondeu o sem vergonha. Pensei em descer do táxi nesse momento, mas já havia falado para onde iria e não quis transparecer medo.

 

“Me preocupei em falar o valor na hora de entregar a nota…”

No entanto, até mesmo para evitar que ele tivesse conhecimento do meu endereço exato, desci várias quadras antes. Entreguei uma nota de cinco mil pesos, para pagar uma corrida de três mil pesos. Me preocupei em falar o valor na hora de entregar a nota, para que ele não trocasse e me fizesse acreditar que havia entregado uma nota de menor valor. Recebeu a nota, olhou e me disse: “Sinto muito, mas não tenho troco. Vamos ter que deixar em cinco mil”. O fulano se preparou para me roubar de qualquer maneira. Desci batendo forte a porta e falando um palavrão. Anotei a placa e, apesar de ter feito a denúncia no órgão competente, a reclamação não foi à diante. Mesmo assim, acredito que essa experiência deve servir para alguma coisa, nem que seja para reforçar o que sempre dizemos: ser um viajante responsável, com autopreservação, implica em estar informado. Isso é sinônimo de estar alerta, atento às condições que nossa viagem oferece. Antes de pegar um táxi em Santiago do Chile, é primordial se informar das tarifas aproximadas do lugar onde está e até seu destino. Para isso, o pessoal do hotel, ou os amigos que te recebem, estão sempre dispostos a ajudar. É importante também conhecer a moeda local e juntamente com a entrega a nota, falar seu valor, para evitar terminar pagando quase cinco vezes mais do que o valor de uma corrida, como aconteceu com os brasileiros enganados pelo taxista inescrupuloso, protagonista desta história.

 

Opte por outros meios de locomoção ao invés do táxi em Santiago do Chile

 

Com certeza esta não é a única experiência ruim que alguém teve ao pegar um táxi em Santiago do Chile. Infelizmente, este tipo de problema acontece muito na cidade e é por isso que sempre recomendamos outras opções de locomoção por Santiago.

Ao invés de pegar um táxi assim que chegar ao aeroporto de Santiago do Chile, veja as opções de van, ônibus, Uber ou Cabify. Na maioria das vezes, elas são mais econômicas que os táxis. As vans e os ônibus são compartilhados e, no caso do ônibus, não te deixa na porta do hotel, mas com certeza têm as tarifas mais baixas. Já o Uber e o Cabify são um pouco mais caros, mas com certeza são mais baratos que os táxis de Santiago do Chile e te pouparão o estresse de ser enganado (ou até mesmo roubado) pelos taxistas que ali estão.

Outra opção são os transfers privativos oferecidos por agências de viagens. Eles podem ser um pouco mais caros, porém garantirão sua segurança e ainda te ajudarão com informações sobre a cidade.

Para andar pela cidade, prefira o Uber, o Cabify ou até mesmo o metrô, já que é possível chegar à maior parte dos pontos turísticos da cidade com este transporte.

E, caso realmente queira pegar um táxi em Santiago do Chile, tome as precauções já citadas acima, pois elas poderão te ajudar a não ser enganado.

 

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